Internet e Redes

Como o «complexo industrial da censura» está a mudar a Internet e a política dos EUA

Como o «complexo industrial da censura» está a mudar a Internet e a política dos EUA

Ouvi pela primeira vez o termo «complexo industrial da censura» a 15 de abril de 2025. 

Foi nessa altura que recebi a informação de que um pequeno gabinete do Departamento de Estado dos EUA, dedicado a monitorizar e combater a desinformação estrangeira proveniente de países como a Rússia, o Irão e a China, enfrentava um encerramento iminente — no dia seguinte. 

E a razão? O R/FIMI, como era conhecido o gabinete, foi acusado de servir de centro nevrálgico do Departamento de Estado no chamado «complexo industrial da censura» — uma vasta constelação de agências governamentais, académicos, grupos da sociedade civil e plataformas das «Big Tech» que alegadamente conspiravam para suprimir o discurso conservador e populista online, sob o pretexto de combater a desinformação. 

Divulguei a notícia por volta das 10h30 da manhã de 16 de abril (e divulguei mais nas semanas que se seguiram), mas, para mim, foi apenas o início de uma investigação jornalística profunda sobre uma ideia que tinha passado das margens da Internet de direita para a corrente dominante, defendida e divulgada por uma rede de plataformas de comunicação social conservadoras e organizações sem fins lucrativos bem financiadas, e que se tornou uma espécie de lógica predominante por trás de grande parte da política interna e externa da segunda administração Trump. 

Mas isto não é apenas uma história sobre política. A instrumentalização de ideias sobre a censura também afeta os milhares de milhões de pessoas em todo o mundo que obtêm informação ou interagem entre si online — ou seja, todos nós. 

Para saber mais sobre o que esta narrativa significa para a Internet, leia o meu artigo aqui.