Meta vai a julgamento nos EUA: dona do Facebook é acusada de viciar crianças
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Mais da metade dos Estados dos Estados Unidos estão unidos num processo inédito contra a Meta, que foi instaurado em 2023 e vai a julgamento esta terça-feira. A dona do Instagram e do Facebook é acusada de criar, de forma intencional, produtos “perigosos” e “aditivos” para menores de idade.
O julgamento, que pode durar entre seis a oito semanas, vai acontecer no tribunal federal de Oakland, na Califórnia, e vai ouvir o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, bem como o CEO do Instagram, Adam Mosseri, e Arturo Béjar, antigo funcionário que se tornou delator do processo.
“A Meta criou um produto perigoso para jovens usuários, sabia que era perigoso e mentiu às crianças, famílias e à comunidade sobre o quão perigoso ele era”, afirma Rob Bonta, procurador-geral da Califórnia, citado pelo The Guardian.
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A Meta tem sofrido derrotas nos tribunais devido à forma como as suas plataformas prejudicaram usuários jovens, mas este caso pode representar um dano consideravelmente maior à empresa. Segundo o The Guardian, se a Meta for considerada culpada, pode ter de pagar 172,7 mil milhões de euros.
Além disso, os procuradores-gerais do Colorado, Kentucky, Califórnia e Nova Jersey pedem que a empresa seja obrigada a adotar mecanismos mais rigorosos de verificação de idade e elimine recursos como o ‘scroll’ infinito.
A gigante tecnológica nega todas as acusações e afirma que as alegações são “infundadas” e as compensações financeiras pedidas são “extremamente desproporcionais”.